Calculadora de Função Renal
Estime sua Taxa de Filtração Glomerular (TFGe), classifique o estágio da doença renal crônica e veja o risco de evolução, em poucos segundos e direto no seu navegador.
Como funciona
Essa calculadora usa a fórmula CKD-EPI 2021 (a mesma recomendada atualmente pelas diretrizes internacionais) para estimar sua função renal a partir da creatinina no sangue, e a relação albumina/creatinina na urina (RAC) para avaliar se há perda de proteína pelos rins. Com os dois resultados, ela classifica automaticamente o estágio da doença renal crônica (se houver) e, quando aplicável, estima o risco de a função renal evoluir para diálise ou transplante nos próximos anos.
Nenhum dado digitado aqui é enviado ou armazenado em servidor nenhum — todo o cálculo acontece localmente, no seu próprio navegador.
Importante: esta calculadora é uma ferramenta educacional e não substitui a avaliação de um médico. Fatores como massa muscular, hidratação, gestação, uso de certos medicamentos ou uma alteração recente e aguda da função renal podem afetar bastante esses resultados. Leve os números encontrados aqui para uma consulta com um nefrologista, que vai interpretá-los junto com o seu histórico e exame físico.
Kido
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O que é a TFGe?
A Taxa de Filtração Glomerular estimada (TFGe) é o principal número usado para medir o quanto os rins estão filtrando o sangue. Ela é calculada a partir da creatinina (um resíduo do metabolismo muscular) e ajustada pela idade e pelo sexo. Quanto menor a TFGe, menos os rins estão conseguindo filtrar.
O que é a albuminúria (RAC)?
A relação albumina/creatinina urinária (RAC) mostra se está havendo perda de proteína (albumina) pela urina, o que costuma ser um dos primeiros sinais de que os rins estão sendo afetados — muitas vezes antes mesmo da TFGe cair. Por isso, mesmo com uma TFGe normal, uma albuminúria elevada já indica que vale a pena investigar.
O que significa a classificação de risco (KDIGO)?
As diretrizes internacionais (KDIGO) cruzam o estágio da TFGe com o estágio da albuminúria para chegar a uma classificação de risco: baixo, moderadamente aumentado, alto ou muito alto. Essa classificação ajuda a decidir a frequência de acompanhamento e a urgência de investigação adicional — quanto mais alto o risco, mais próximo deve ser o acompanhamento médico.
O que é o risco de evolução para diálise (KFRE)?
Quando a função renal já está reduzida, existe uma fórmula validada internacionalmente, o Kidney Failure Risk Equation (KFRE), que estima a probabilidade de a pessoa precisar de diálise ou transplante nos próximos 2 e 5 anos, usando idade, sexo, TFGe e albuminúria. Essa estimativa só é calculada aqui quando a função renal já está abaixo de 60 e a albuminúria foi informada, porque é nessa faixa que a fórmula foi validada.
Perguntas frequentes
Essa calculadora substitui a consulta com um nefrologista?
Não. Ela é uma ferramenta educacional para ajudar a entender os próprios exames. A interpretação correta depende do histórico clínico, do exame físico e, às vezes, de exames complementares — por isso o resultado deve sempre ser discutido com um médico, principalmente se vier alterado.
Quais informações eu preciso ter em mãos?
A idade, o sexo biológico e o valor da creatinina sérica (do exame de sangue) são obrigatórios. A relação albumina/creatinina urinária (RAC), do exame de urina, é opcional, mas sem ela não é possível calcular a classificação completa de risco nem o risco de evolução para diálise.
Meus dados são enviados ou armazenados em algum lugar?
Não. Todo o cálculo é feito localmente, no seu próprio navegador. Nenhuma informação digitada aqui é enviada para servidores ou guardada em qualquer lugar.
Por que às vezes o risco de evolução para diálise não aparece?
Esse cálculo (KFRE) só é exibido quando a TFGe está abaixo de 60 e a albuminúria foi informada, porque a fórmula foi validada cientificamente apenas nessa faixa de função renal. Fora dela, o resultado não teria validade.
Vídeo: o número escondido no seu exame de creatinina
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Agende uma consulta e converse com um nefrologista sobre os seus exames e os próximos passos.
Leia também: Como avaliar a função renal: exames, valores e quando fazer →
Escrito por Dr. Pedro Mendes Filho
Nefrologista em Brasília · CRM-DF 15003 · RQE 10584
Coordenador de Nefrologia do Hospital Brasília e Diretor Científico da SBN-DF. Conheça o Dr. Pedro →
