Nefrologia em Brasília

Doença Renal Crônica: sintomas, causas e tratamento

A Doença Renal Crônica costuma evoluir de forma silenciosa, sem sintomas claros nas fases iniciais. Entenda os sinais, as causas e as opções de tratamento com a orientação do Dr. Pedro Mendes Filho, nefrologista em Brasília.

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O que é a Doença Renal Crônica?

A Doença Renal Crônica (DRC) é a perda progressiva e, na maioria dos casos, irreversível da função dos rins, que ocorre ao longo de meses ou anos. Os rins são responsáveis por filtrar toxinas do sangue, controlar a pressão arterial, equilibrar líquidos e eletrólitos e produzir hormônios essenciais. Quando essa função cai de forma sustentada, fala-se em DRC, classificada em estágios de 1 a 5 conforme a Taxa de Filtração Glomerular (TFG).

Principais causas

As duas causas mais comuns de DRC no Brasil e no mundo são o diabetes e a hipertensão arterial mal controlados, responsáveis juntos por mais da metade dos casos. Também podem levar à doença renal crônica:

  • Glomerulonefrites (inflamações dos rins)
  • Doenças genéticas, como o rim policístico
  • Uso prolongado de certos medicamentos sem orientação médica
  • Infecções urinárias de repetição não tratadas adequadamente
  • Obstruções do trato urinário, como cálculos renais recorrentes

Sintomas: por que a DRC é chamada de "doença silenciosa"

Nas fases iniciais, a DRC raramente causa sintomas perceptíveis — os rins conseguem compensar a perda de função por um bom tempo. Por isso, muitos pacientes só recebem o diagnóstico em estágios avançados, quando exames de rotina já mostram alterações. Quando os sintomas aparecem, podem incluir:

  • Cansaço e fraqueza persistentes
  • Inchaço nos pés, tornozelos ou ao redor dos olhos
  • Pressão arterial elevada de difícil controle
  • Alterações na urina (espuma, sangue ou mudança no volume)
  • Perda de apetite e náuseas
  • Dificuldade para dormir ou cãibras frequentes

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da DRC é feito principalmente por exames de sangue e urina, especialmente a dosagem de creatinina (que permite calcular a Taxa de Filtração Glomerular) e a pesquisa de proteína na urina (albuminúria). Exames de imagem, como a ultrassonografia dos rins, também ajudam a identificar alterações estruturais. Pessoas com diabetes, hipertensão ou histórico familiar de doença renal devem repetir esses exames anualmente, mesmo sem sintomas.

Tratamento e acompanhamento

Não existe cura para a DRC em estágios avançados, mas o tratamento correto consegue, na maioria dos casos, desacelerar significativamente a progressão da doença e preservar a qualidade de vida por muitos anos. O acompanhamento nefrológico inclui:

  • Controle rigoroso da causa de base (diabetes e/ou hipertensão)
  • Uso de medicações com efeito nefroprotetor
  • Ajustes na alimentação (sódio, proteína e potássio conforme o estágio)
  • Acompanhamento laboratorial periódico para monitorar a evolução
  • Preparo para terapias de substituição renal (diálise ou transplante), quando indicado

Quando procurar um nefrologista

O ideal é procurar um nefrologista assim que exames de rotina mostrarem qualquer alteração na função renal, mesmo discreta — ou antes disso, se você tem diabetes, hipertensão, histórico familiar de doença renal ou mais de 60 anos. Quanto mais cedo o acompanhamento começa, maiores as chances de preservar a função dos rins pelo maior tempo possível.

Manifesto do Dr. Pedro Mendes Filho sobre Doença Renal Crônica

Perguntas frequentes

A Doença Renal Crônica tem cura?

Na maioria dos casos, não — mas o tratamento adequado consegue frear a progressão da doença e manter a qualidade de vida por muitos anos, especialmente quando o diagnóstico é feito cedo.

Quais exames detectam a Doença Renal Crônica?

Os principais são a dosagem de creatinina no sangue (que permite calcular a Taxa de Filtração Glomerular) e o exame de urina, para detectar proteína/albumina. A ultrassonografia renal complementa a avaliação.

Diabetes e hipertensão realmente causam doença renal?

Sim — juntas, são responsáveis por mais da metade dos casos de Doença Renal Crônica. Manter essas condições bem controladas é uma das formas mais eficazes de proteger os rins.

Toda Doença Renal Crônica evolui para diálise?

Não. Muitos pacientes permanecem nos estágios iniciais por anos ou décadas com o acompanhamento adequado, sem nunca precisar de diálise ou transplante.

Ficou com dúvidas sobre seus exames ou sintomas?

Agende uma consulta com o Dr. Pedro Mendes Filho e tire suas dúvidas sobre a saúde dos seus rins.

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