Coleção Saúde Renal · Capítulo 3

Sinais de Alerta: Quando Procurar um Nefrologista

Sinais de alerta doença renal costumam aparecer só quando o rim já sofreu bastante — veja quais são e quando vale procurar um nefrologista antes disso.

No Capítulo 1 vimos que os rins podem perder metade da função sem dar nenhum sinal. Isso não quer dizer que sinal nenhum apareça — quer dizer que, quando aparecem, geralmente já é tarde no processo. Vale então conhecer quais são, e mais importante: em quais situações faz sentido procurar um nefrologista mesmo sem sentir absolutamente nada.

Sinais de alerta doença renal: o que costuma aparecer — já em fase mais avançada

Nenhum sinal abaixo confirma doença renal sozinho — todos têm outras causas possíveis. Mas quando dois ou mais aparecem juntos, ou persistem, vale investigar com exames simples de sangue e urina:

  • Inchaço (edema) nos pés, tornozelos ou ao redor dos olhos — o rim perde a capacidade de eliminar o excesso de líquido e sódio.
  • Urina espumosa ou com sangue — sinal de perda de proteína (proteinúria) ou de sangramento, ambos indicam dano ao filtro renal.
  • Cansaço fora do comum e falta de ar — muitas vezes ligados à anemia que acompanha a doença renal mais avançada, como vimos no Capítulo 1.
  • Pressão alta difícil de controlar, mesmo com remédio — o rim tanto sofre com a pressão alta quanto contribui para ela, como vimos no Capítulo 2.
  • Perda de apetite, náusea ou gosto metálico na boca — acúmulo de toxinas que o rim normalmente filtraria.
  • Cãibras musculares frequentes, principalmente à noite — alterações de eletrólitos como potássio e cálcio.
  • Coceira persistente na pele, sem causa aparente.

Sinais de alerta doença renal não devem ser ignorados: se dois ou mais aparecerem juntos, ou não passarem, não espere — dois exames simples (creatinina no sangue e exame de urina) já dão uma primeira resposta.

Quando vale procurar um nefrologista — mesmo sem sintoma nenhum

Esperar o sintoma aparecer é, na prática, esperar o rim já ter perdido boa parte da função. Por isso, os grupos abaixo se beneficiam de acompanhamento preventivo mesmo sem sentir nada:

  • Diagnóstico de diabetes ou hipertensão (Capítulo 2) — mesmo bem controlados, o acompanhamento nefrológico entra como prevenção, não como resposta a um problema.
  • Exame de sangue ou urina alterado — taxa de filtração glomerular (TFG) abaixo de 60, ou albumina/creatinina fora da faixa esperada, mesmo num exame de rotina.
  • Histórico familiar de doença renal, principalmente doença renal policística ou parentes em diálise.
  • Uso frequente e prolongado de anti-inflamatórios, como vimos no Capítulo 1.
  • Pedra nos rins recorrente.
  • Mais de 60 anos combinado com qualquer um dos fatores acima.

Procurar um nefrologista nesses casos não significa que algo grave está acontecendo. Significa colocar alguém acompanhando o que hoje é só risco, antes que vire doença — geralmente com uma consulta e exames de rotina, nada além disso.

Perguntas frequentes

Sentir um desses sinais significa que já tenho doença renal?

Não necessariamente. Cada sinal isolado tem várias causas possíveis, muitas sem relação nenhuma com o rim. Mas vale investigar, principalmente se mais de um aparecer junto ou persistir por várias semanas.

Preciso sentir algo para procurar um nefrologista?

Não. Diabetes, hipertensão, histórico familiar ou um exame alterado já justificam acompanhamento preventivo, mesmo sem sintoma nenhum — é exatamente esse grupo que mais evita complicações agindo cedo.

O que levar numa primeira consulta com nefrologista?

Se já tiver, exames recentes de creatinina no sangue e de urina ajudam bastante. Se não tiver, não é problema — dá para solicitar os exames na própria consulta.

Notou sinais de alerta doença renal, ou tem outros fatores de risco?

Agende uma consulta e converse com um nefrologista sobre os exames certos para avaliar sua saúde renal.

Agendar consulta

Ícone WhatsApp – fale com o consultório