O que é considerada uma infecção urinária recorrente?
A infecção urinária (ITU) é considerada recorrente quando ocorrem 2 ou mais episódios em 6 meses, ou 3 ou mais episódios em 1 ano. Ela é mais comum em mulheres devido à anatomia da uretra, mas também acomete homens, principalmente após os 50 anos, quando pode estar associada a alterações da próstata.
Principais causas
- Anatomia predisponente (uretra curta, proximidade com o períneo)
- Higiene íntima inadequada ou hábitos que facilitam a contaminação bacteriana
- Retenção urinária, esvaziamento incompleto da bexiga ou obstruções do trato urinário
- Diabetes mal controlado, que favorece a proliferação bacteriana
- Alterações hormonais, como na menopausa
- Cálculos renais ou malformações do trato urinário
Sintomas mais comuns
- Ardência ou dor ao urinar
- Vontade frequente e urgente de urinar, mesmo com a bexiga quase vazia
- Dor ou peso na região pélvica ou lombar
- Urina turva, com odor forte ou com sangue
- Febre e calafrios, quando a infecção atinge os rins (pielonefrite)
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico envolve exame de urina (urina tipo 1 e urocultura), que identifica a bactéria causadora e orienta o antibiótico mais adequado. Em casos recorrentes, exames de imagem — como ultrassonografia das vias urinárias — ajudam a investigar causas estruturais, e uma avaliação nefrológica mais ampla é indicada para identificar fatores de risco que estejam favorecendo as recidivas.
Tratamento e prevenção
- Tratamento do episódio agudo com antibiótico direcionado pela urocultura
- Investigação e correção da causa de base (obstrução, cálculo, alteração hormonal, diabetes)
- Boa ingestão de água ao longo do dia
- Hábitos miccionais adequados, como não segurar a urina por longos períodos
- Em casos selecionados, uso de antibiótico profilático em baixa dose ou outras estratégias preventivas orientadas pelo especialista
Quando procurar um nefrologista
Procure um nefrologista se as infecções urinárias estiverem se repetindo, se houver febre associada aos sintomas urinários, ou se você já tiver outros fatores de risco, como diabetes ou cálculos renais. A investigação da causa é o que realmente reduz a frequência das crises — tratar apenas cada episódio isoladamente tende a não resolver o problema a longo prazo.